FERRAMENTAS DE RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA NO ECOSSISTEMA CAATINGA: UMA REVISÃO
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A Caatinga, maior área contínua de Floresta Tropical Sazonalmente Seca da América do Sul, enfrenta intensa degradação causada principalmente pela agropecuária e pelo extrativismo, o que compromete a biodiversidade e amplia o risco de desertificação. Com o intuito de identificar métodos eficientes de restauração ecológica para esse domínio fitogeográfico, foi realizada uma revisão bibliográfica em publicações de 2015 a 2025 nas bases Scielo, Periódicos CAPES e Google Scholar, selecionando 18 artigos que atenderam a critérios específicos de inclusão. As técnicas foram agrupadas em gerais, como condução da regeneração natural e plantio de mudas, e complementares, como transposição de galhadas, retenção de água e irrigação com águas residuárias. A avaliação considerou indicadores como cobertura vegetal, custo, replicabilidade, riqueza de espécies e sobrevivência de mudas. A condução da regeneração natural apresentou melhor desempenho em áreas menos degradadas, com vegetação remanescente e baixa presença de espécies invasoras, devido ao baixo custo e fácil replicabilidade. Em locais com degradação severa, o plantio de mudas aliado à transposição de solo e ao mulching mostrou-se mais eficaz, favorecendo a cobertura vegetal e o estabelecimento de espécies. A transposição de galhadas destacou-se por melhorar a sobrevivência e a diversidade, além de atrair fauna dispersora, enquanto a retenção de água, por meio de barramentos e oasificação, contribuiu para a melhoria das condições microclimáticas e do solo. A escolha das técnicas deve ser baseada no diagnóstico ambiental e no grau de degradação, integrando métodos para potencializar os resultados e assegurando o monitoramento contínuo, de modo a promover a recuperação sustentável da Caatinga.