ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS VIAS DE ACESSO CIRÚRGICO EM HISTERECTOMIAS NO HOSPITAL REGIONAL DE SOBRADINHO: UM ESTUDO DE 11 ANOS VIA DATASUS
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A histerectomia permanece como uma das intervenções cirúrgicas ginecológicas mais executadas no mundo. Diretrizes clínicas internacionais, como as do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), preconizam abordagens minimamente invasivas para patologias benignas sempre que viáveis, elegendo a via vaginal como prioritária e a laparoscópica como alternativa preferencial à laparotomia, mantendo a via abdominal em cenários clínicos selecionados. O objetivo deste trabalho foi analisar a distribuição das vias de acesso cirúrgico, o perfil clínico-administrativo e os indicadores hospitalares de permanência e ressarcimento de internações por histerectomia no Hospital Regional de Sobradinho (HRS) ao longo de 11 anos. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e retrospectivo fundamentado em microdados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), extraídos via pacote Microdatasus em linguagem R, abrangendo o período de janeiro de 2015 a dezembro de 2025. Foram analisadas 1.156 internações/procedimentos registrados (Autorizações de Internação Hospitalar - AIH). Os resultados demonstraram amplo predomínio da via abdominal (73,9%; n = 854), seguida pela via vaginal (25,0%; n = 289) e pela videolaparoscópica (1,1%; n = 13), esta última com primeiro registro identificado no sistema apenas em 2022. A idade média geral foi de 46,9 ± 8,9 anos, sendo o leiomioma uterino o diagnóstico principal mais frequente (68,4%). As internações por videolaparoscopia exibiram o menor tempo médio de estadia hospitalar (1,92 ± 2,18 dias) e as por via vaginal registraram o menor valor médio aprovado de AIH (R$ 725,97 ± 606,57). A tendência temporal de registros laparoscópicos não atingiu significância estatística formal (p = 0,054). Do ponto de vista econômico e assistencial, embora a base do DATASUS registre apenas valores tabulares de ressarcimento de AIH e não custos reais de microcusteio, a menor permanência das vias minimamente invasivas sustenta a hipótese lógica de que a redução de diárias hospitalares atenua o consumo agregado de hotelaria, vigilância de equipe e medicações nas enfermarias. Do mesmo modo, a baixa frequência de laparoscopias (1,1%) encontra plausibilidade nas limitações cotidianas da rede pública, a exemplo do compartilhamento concorrente de torre cirúrgica única entre múltiplas especialidades no centro cirúrgico. Conclui-se que o padrão administrativo no HRS permaneceu concentrado na via abdominal na série de 11 anos, ressaltando o potencial de ampliação das vias minimamente invasivas para a otimização de leitos e a qualificação assistencial.
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- ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS VIAS DE ACESSO CIRÚRGICO EM HISTERECTOMIAS NO HOSPITAL REGIONAL DE SOBRADINHO: UM ESTUDO DE 11 ANOS VIA DATASUS EPIDEMIOLOGICAL ANALYSIS OF SURGICAL ACCESS ROUTES FOR HYSTERECTOMIES AT SOBRADINHO REGIONAL HOSPITAL: AN 11-YEAR STUDY USING DATASUS DATA ANÁLISIS EPIDEMIOLÓGICO DE LAS VÍAS DE ACCESO QUIRÚRGICO EN HISTERECTOMÍAS EN EL HOSPITAL REGIONAL DE SOBRADINHO: UN ESTUDIO DE 11 AÑOS MEDIANTE DATASUS
- Date Crossref
- 04/09/2026
- Éditeur
- Unified Journals Network Publishing House
- Type
- journal-article
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