Trombose arterial e oclusão vascular por ácido hialurônico: fisiopatologia e alterações histopatológicas da necrose tecidual em áreas faciais de alto risco
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A oclusão vascular associada à injeção facial de ácido hialurônico constitui uma complicação rara, porém potencialmente grave, capaz de provocar isquemia, necrose cutânea e sequelas neuro-oftalmológicas. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências sobre a fisiopatologia da oclusão arterial induzida por preenchedores de ácido hialurônico, com ênfase na formação de trombos, disseminação embólica, alterações histopatológicas da necrose e distribuição das lesões em áreas faciais de alto risco. Realizou-se revisão integrativa da literatura nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, SciELO e ScienceDirect, contemplando publicações entre 2017 e 2026. A matriz de síntese foi composta por 16 publicações, incluindo estudos clínicos, anatômicos, experimentais, revisões e diretrizes. As evidências demonstraram que a injeção intravascular pode originar obstrução por material preenchedor, fragmentação distal e formação secundária de trombos, com comprometimento progressivo da microcirculação. Histologicamente, foram descritos material intraluminal compatível com ácido hialurônico, trombose arterial e venosa, alterações inflamatórias e necrose isquêmica. Glabela, nariz, fronte e sulco nasolabial apresentaram relevância particular devido às conexões entre os sistemas carotídeos externo e interno. Conclui-se que o conhecimento anatômico e fisiopatológico é fundamental para prevenção, reconhecimento precoce e redução da extensão da necrose tecidual.