Entre trilhas clandestinas e patrimônio esquecido: a rota do contrabando do ouro e os descaminhos na zona da mata mineira
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A análise das rotas clandestinas do ouro na Zona da Mata Mineira revela uma complexa dinâmica de ocupação territorial à margem do controle oficial da Coroa Portuguesa entre os séculos XVII e XIX. O isolamento geográfico inicialmente imposto como estratégia fiscal, por meio da Barreira Verde, foi insuficiente para conter a circulação de bandeirantes, comerciantes ilegais, quilombolas e indígenas. Esses grupos promoveram formas autônomas de ocupação e resistência que resultaram em um tecido cultural híbrido e duradouro. As trilhas de contrabando, muitas vezes esquecidas, deixaram marcas na paisagem, nos topônimos e na memória oral das comunidades locais. Compreendê-las como patrimônio histórico e cultural contribui não apenas para o resgate de narrativas silenciadas, mas também para a formulação de políticas públicas de salvaguarda e turismo cultural. A valorização desses trajetos históricos implica reconhecer sua importância na constituição identitária da região e na articulação entre memória, território e desenvolvimento sustentável.
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