Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST: Diagnóstico, Estratificação de Risco e Manejo Terapêutico
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Introdução: O infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) representa uma das principais manifestações da síndrome coronariana aguda e está associado a elevada morbimortalidade. Sua fisiopatologia envolve, na maioria dos casos, ruptura ou erosão de placa aterosclerótica com formação parcial de trombo e redução do fluxo coronariano. O diagnóstico precoce e a estratificação adequada do risco são fundamentais para definir a estratégia terapêutica e reduzir a ocorrência de complicações, como insuficiência cardíaca, arritmias e reinfarto. As diretrizes atuais recomendam abordagem individualizada baseada na avaliação clínica, eletrocardiográfica e laboratorial. Objetivo: Revisar os principais aspectos relacionados ao diagnóstico, à estratificação de risco e ao manejo terapêutico do infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura por meio de pesquisas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram selecionados artigos científicos, revisões sistemáticas e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas nas áreas de cardiologia, priorizando estudos sobre diagnóstico, estratificação prognóstica e tratamento do IAMSSST. Discussão/Resultados: O diagnóstico baseia-se na integração entre quadro clínico compatível, alterações eletrocardiográficas e elevação dinâmica das troponinas cardíacas de alta sensibilidade. Ferramentas como os escores GRACE e TIMI auxiliam na estratificação de risco e na definição da necessidade de estratégia invasiva precoce. O tratamento inclui terapia antiplaquetária dupla, anticoagulação, estatinas de alta intensidade, betabloqueadores e outras medidas conforme as condições clínicas e comorbidades do paciente. A cineangiocoronariografia com possível intervenção coronária percutânea está indicada para pacientes de maior risco ou com instabilidade clínica. A adoção de protocolos baseados em evidências contribui para redução da mortalidade e melhora dos desfechos cardiovasculares. Conclusão: O IAMSSST exige diagnóstico rápido, estratificação de risco precisa e tratamento individualizado. A integração entre avaliação clínica, biomarcadores e abordagem terapêutica baseada em diretrizes permite otimizar os resultados clínicos, reduzir complicações e melhorar o prognóstico dos pacientes.