PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA NA AMAZÔNIA: REVISÃO INTEGRATIVA
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Introdução: A malária permanece um dos principais problemas de saúde pública na região amazônica, concentrando a quase totalidade dos casos autóctones registrados no Brasil e nos países vizinhos que compartilham o bioma. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico da malária na Amazônia a partir da produção científica indexada no PubMed entre 2016 e 2026. Método: Trata-se de revisão integrativa da literatura, conduzida a partir da estratégia booleana ("Malaria"[Mesh] OR malaria[tiab] OR "Plasmodium"[Mesh] OR plasmodium[tiab]) AND ("Epidemiology"[Mesh] OR epidemiolog*[tiab] OR "incidence"[Mesh] OR incidence[tiab] OR prevalence[tiab] OR "disease notification"[Mesh]) AND ("Amazonian Ecosystem"[Mesh] OR Amazon*[tiab] OR "Brazil"[Mesh] OR Brazil[tiab]), restrita a metanálises, revisões e revisões sistemáticas, resultando em 40 registros. Após leitura de títulos e resumos, foram excluídos estudos sem relação direta com a epidemiologia da malária, restando 33 publicações analisadas. Resultados: Os estudos evidenciam o predomínio de Plasmodium vivax, o papel de fatores ocupacionais e socioambientais (garimpo, migração, desmatamento) na manutenção da transmissão, limitações diagnósticas associadas às deleções pfhrp2/pfhrp3, coinfecções relevantes (HIV, hepatite B) e avanços e desafios das políticas de eliminação e da cooperação regional, sobretudo no Escudo das Guianas. Considerações finais: A malária amazônica configura um problema de saúde pública multifatorial, exigindo vigilância ativa, diagnóstico oportuno e ações intersetoriais voltadas às populações mais vulneráveis, como comunidades ribeirinhas, extrativistas e garimpeiras.