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Accès ouvert déclaré 2026 conference-paper

Efeito citoprotetor do Resveratrol sobre modelo in vitro de Doença de Parkinson induzido por Rotenona

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Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma síndrome neurodegenerativa, que acomete o Sistema Nervoso Central e é caracterizada pela ocorrência de sintomas motores e não motores. Diversos fatores estão associados à fisiopatologia dessa doença, destacando-se a neuroinflamação, a qual leva à produção de citocinas pró-inflamatórias, e o Estresse Oxidativo, que leva à morte de neurônios dopaminérgicos. A linhagem celular PC12 é composta por células que, quando diferenciadas, adquirem características de neurônios dopaminérgicos adultos, os quais são as principais células afetadas na DP. Além disso, as células gliais, como astrócitos (AST), também estão envolvidas em eventos inflamatórios e processos degenerativos relacionados à DP. A Rotenona (ROT), por sua vez, inibe o complexo I mitocondrial, levando a produção de espécies reativas de oxigênio (ERO), gerando efeitos deletérios nos neurônios dopaminérgicos, que mimetizam a DP. Objetivos: Este trabalho objetivou avaliar o efeito citoprotetor do resveratrol (RSV) em um modelo de DP in vitro induzido por ROT. Metodologia: Para avaliação da Citotoxicidade do RSV foi realizado o teste de redução do sal de MTT com o fito de descobrir as concentrações não citotóxicas. A mesma técnica foi aplicada para avaliar a citotoxicidade da ROT a fim de padronizar o modelo, usando a concentração inibitória 50% (IC50) para induzir a lesão celular, mimetizando a fisiopatologia da DP. Para avaliar a citoproteção, foram utilizadas concentrações não citotóxicas do RSV, também utilizando ensaio de MTT. Dessa forma, as células foram expostas ao RSV e, após 1 hora, foi adicionada a ROT, sendo incubadas por 24 horas. Para análise de microscopia óptica, as células foram visualizadas em microscópio de inversão Nikon®, utilizando o aumento de 100x e o programa Infinity Analyse. Resultados e Discussão: observou-se um efeito protetor, indicado pelo aumento ou manutenção da viabilidade para PC12, que, após 24 horas de exposição à ROT, apresentou a concentração de 3,12 μM de RSV como a mais protetora, com viabilidade de 73,66%. Já em AST, apresentou proteção na maior concentração, de 12,5 μM, com viabilidade de 60,33%. Na microscopia, as células submetidas ao protocolo de lesão por ROT apresentaram alterações morfológicas de retração do volume celular e diminuição da densidade celular. O RSV nas concentrações testadas também foi capaz de manter parcialmente a morfologia e a densidade celular normais. Nesse sentido, foi possível perceber que o pré-tratamento com RSV foi capaz de preservar a viabilidade celular tanto em PC12 quanto em AST frente ao modelo de DP induzida por ROT. Além disso, foi possível visualizar através da microscopia óptica que o RSV pode manter as características originais de morfologia e densidade celular de ambas linhagens. Conclusão: O presente trabalho mostrou que o RSV é capaz de exercer proteção frente aos danos celulares induzidos por ROT, promovendo um efeito citoprotetor a essas linhagens.

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