Quadrinhos: uma arte não tão sequencial assim
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Tem por objetivo analisar criticamente a noção consolidada de que as histórias em quadrinhos equivalem a “arte sequencial”, termo criado por Will Eisner e popularizado por Scott McCloud. Por meio de uma abordagem qualitativa e metodologia teórico-exploratória, baseada em revisão bibliográfica de autores fundamentais da área, o estudo problematiza a sinonímia entre os termos e examina a natureza da sequencialidade nas narrativas visuais. Argumenta-se que diversas outras formas de expressão - como cinema, animação, fotonovela, pintura seriada e manifestações históricas, a exemplo dos hieróglifos e da Tapeçaria de Bayeux -, também são intrinsecamente sequenciais, muitas vezes de modo mais contínuo do que os quadrinhos. Além disso, destaca-se que as histórias em quadrinhos frequentemente operam por rupturas temporais e espaciais, configurando-se, em certos aspectos, como uma linguagem menos sequencial que as demais modalidades listadas. Conclui-se propondo que “arte sequencial” seja compreendida como um conceito amplo e inclusivo, capaz de abranger múltiplas linguagens que utilizam a sequência como princípio estruturante -, e não como um termo restrito aos quadrinhos.
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