RELAÇÃO ENTRE INGESTÃO PROTEICA, ESTADO NUTRICIONAL E RISCO DE SARCOPENIA EM ADULTOS E IDOSOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
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A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e função muscular, representa um problema crescente de saúde pública entre adultos e idosos, com impacto direto sobre a autonomia funcional e a qualidade de vida. A ingestão proteica inadequada e o estado nutricional comprometido figuram entre os principais fatores de risco modificáveis para essa condição. O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão narrativa da literatura, a relação entre ingestão proteica, estado nutricional e risco de sarcopenia em adultos e idosos atendidos na atenção primária à saúde. A busca foi realizada nas bases PubMed, LILACS, SciELO e BVS, com publicações entre 2015 e 2025, resultando na inclusão de 20 artigos. Os achados indicam que consumos proteicos inferiores a 1,0 g/kg/dia estão associados a maior risco de sarcopenia, e que valores entre 1,0 e 1,2 g/kg/dia representam um patamar mais adequado para idosos. O estado nutricional, avaliado por instrumentos como o MNA, mostrou associação independente com a condição muscular, tanto nos extremos do déficit quanto do excesso de peso. Estudos brasileiros recentes, incluindo investigação conduzida no Amazonas, evidenciaram que ferramentas de triagem validadas em outros contextos podem ter desempenho distinto em populações de baixa renda, reforçando a necessidade de protocolos regionalmente adaptados. Conclui-se que a atenção primária ocupa papel central na detecção precoce e na condução de intervenções integradas de baixo custo, sendo necessário reconhecer a sarcopenia como prioridade de saúde pública no Brasil.