Estratégias para focalizar a testagem para as infecções sexualmente transmissíveis: vozes de gestantes, trabalhadoras do sexo e homens que fazem sexo com homens
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Introdução: O Ministério da Saúde do Brasil recomenda testagens frequentes para HIV e sífilis em populações vulneráveis. No entanto, a adesão a essa diretriz é limitada por falta de conhecimento, estigma e dificuldades de acesso. Além disso, os serviços de saúde enfrentam desafios estruturais e de recursos humanos e carecem de informações estratégicas para ampliar e focalizar a testagem. Objetivo: Identificar barreiras e oportunidades para aumentar a frequência da testagem de HIV e sífilis em gestantes, trabalhadoras do sexo (TS) e homens que fazem sexo com homens (HSH) no município de Belém, Pará. Métodos: Estudo observacional descritivo, de abordagem quantitativa. Foram entrevistadas 397 gestantes em unidades de saúde, 76 TS em boates e 56 HSH no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), entre abril e junho de 2021. Todos concordaram em responder questionário estruturado de múltipla escolha, com o objetivo de identificar opções que pudessem aumentar o interesse por testagem frequente para HIV e sífilis. As opções do questionário foram: (1) Agendamentos e consultas mais rápidas; (2) Testagem em domicílio; (3) Distribuição de autoteste para realização em casa; (4) Unidade de saúde mais próxima da casa/trabalho; (5) Não precisar furar o dedo; (6) Não precisar levar picada no braço; (7) Não sentir necessidade de se testar com frequência; (8) Unidade de saúde aberta 24 horas; (9) Mais campanhas de testagem na rua; (10) Testagem no local de trabalho; (11) Outro motivo. Resultados: As gestantes indicaram as opções: 1 (48,1%), 2 (24,4%), 3 (13,6%), 4 (15,9%), 5 (12,8%), 6 (10,3%), 7 (11,6%), 8 (10,8%), 9 (12,6%), 10 (0%), 11 (13,0%). As TS mencionaram: 1 (15,8%), 2 (17,1 %), 3 (11,8 %), 4 (5,3%), 5 (5,3%), 6 (2,6%), 7 (10,5%), 8 (9,2%), 9 (23,7%), 10 (17,1%), 11 (6,6%). Os HSH responderam: 1 (19,6%), 2 (8,9 %), 3 (21,4%), 4 (16,1%), 5 (1,8%), 6 (10,7%), 7 (1,8%), 8 (5,4%), 9 (26,8%), 10 (0%), 11 (25,0%). A análise comparativa revelou que gestantes preferem testagem em unidades de saúde e são mais sensíveis ao medo de coleta da polpa digital. As TS priorizam testagem em campanhas e no local de trabalho, enquanto os HSH demonstram maior interesse por campanhas e autotestes. Além disso, enquanto HSH tendem a reconhecer a necessidade de testagem frequente, gestantes e TS apresentaram índices superiores a 10% de participantes que não sentem essa necessidade. Conclusão: A implementação de estratégias direcionadas, considerando as preferências de cada grupo, é essencial para ampliar e focalizar a testagem. A adequação das abordagens pelos serviços públicos pode mitigar barreiras estruturais e ampliar a cobertura da testagem para HIV e sífilis em Belém.
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Le contrôle bibliographique ouvert
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- Titre Crossref
- Estratégias para focalizar a testagem para as infecções sexualmente transmissíveis: vozes de gestantes, trabalhadoras do sexo e homens que fazem sexo com homens
- Date Crossref
- 01/01/2025
- Éditeur
- Zeppelini Editorial e Comunicação
- Type
- proceedings-article
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