DIAGNÓSTICO DAS LESÕES URETERAIS IATROGÊNICAS: IDENTIFICAÇÃO TRANSOPERATÓRIA
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As lesões ureterais iatrogênicas (LUI) constituem uma complicação cirúrgica rara (0,5% a 1,3%), mas grave, com a maior incidência (69% a 75%) associada a cirurgias ginecológicas, notavelmente a histerectomia laparoscópica por indicações benignas. A principal dificuldade reside no diagnóstico transoperatório, com a maioria das lesões passando despercebidas (reconhecimento entre 25% e 45% dos casos), o que está diretamente correlacionado ao aumento significativo da morbidade, maior número de intervenções secundárias e hospitalizações prolongadas. Lesões por energia térmica são particularmente desafiadoras, manifestando-se tardiamente. Para superar as limitações da inspeção visual, tecnologias emergentes como a imagem por fluorescência infravermelha (NIRF), utilizando cateteres ou corantes fluorescentes, mostram-se promissoras para a identificação em tempo real. O manejo definitivo depende da localização, com ureteroneocistostomia sendo a técnica preferencial para o terço inferior e ureteroureterostomia laparoscópica para o terço médio/superior. Conclui-se que a indicação criteriosa do procedimento e o constante treinamento cirúrgico são vitais para a redução de danos e para o manejo imediato, prevenindo complicações tardias.