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Accès ouvert déclaré2025dissertation

Análise do perfil epidemiológico dos casos de dengue residentes no município de Santa Helena/PR, 2021 a 2023

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A dengue é uma arbovirose que representa um grave problema de saúde pública no Brasil, com recorrências de epidemias e com possibilidade de evolução clínica grave e óbitos. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos casos confirmados de dengue em residentes do município de Santa Helena/PR, entre os anos de 2021 e 2023, com análise dos casos conforme a tríade epidemiológica (pessoa, tempo e lugar) e buscou propor recomendações para o aprimoramento do sistema de vigilância da dengue, com base nos resultados encontrados. A metodologia utilizada foi a epidemiologia descritiva e retrospectiva, fundamentada em dados secundários extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis pela plataforma Open DataSUS. As variáveis selecionadas foram categorizadas na tríade epidemiológica em pessoa: sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, sinais clínicos, classificação final, critério de confirmação, hospitalização, evolução do caso, e resultados laboratoriais (sorologia IgM, NS1, RT-PCR e isolamento viral) e identificação do sorotipo circulante. Para o componente tempo: semana epidemiológica de início dos sintomas, data de início dos sintomas, notificação e encerramento e para Lugar, considerou-se a classificação de caso autóctone do município de residência e classificação final para definição da taxa de incidência (100.000 habitantes). A análise apenas foi realizada para as variáveis que apresentaram completude mínima de 70%, de forma a garantir a confiabilidade e robustez dos resultados. No período analisado, foram notificados 2.632 casos de dengue, com 1.946 (73,93%) confirmações sendo que no ano de 2022 registrou-se um pico da doença com 1454 (93,08%) casos confirmados com uma incidência de 5.585,65 casos por 100.000 habitantes. A distribuição dos casos evidenciou uma sazonalidade, com maior concentração entre os meses de fevereiro a junho, sendo a maioria dos indivíduos do sexo feminino (56,01%), branca (82,63%), entre 21 e 30 anos (18,29%) e quanto à escolaridade, a maior frequência possuía ensino fundamental incompleto (37,41%). Em relação aos sinais clínicos, prevaleceram cefaleia (90,49%), febre (87,72%) e mialgia (86,95%). A classificação final mais frequente foi a dengue clássica (99,38%), com baixa taxa de hospitalização (2,47%) e registro de um óbito pela doença em 2022. O critério clínico-epidemiológico (70,55%) foi a confirmação mais prevalente sendo a sorologia IgM o exame laboratorial mais utilizado (73,00%), evidenciando predomínio da confirmação em estágios tardios. Os sorotipos predominantes foram o DENV-1 (79,07%) e seguido pelo DENV-2 (20,93%). A análise da oportunidade de notificação revelou que 93,73% dos casos foram notificados em até sete dias após o início dos sintomas, e 98,82% foram encerrados em até 60 dias, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde. Constatou-se limitação na análise do componente lugar, em razão da baixa completude (6,83%) da variável referente à classificação de caso autóctone. Diante dos resultados, recomenda-se a capacitação dos profissionais para o correto preenchimento das fichas de notificação e da ampliação do uso de exames diretos nos estágios iniciais da doença, de modo a garantir diagnóstico oportuno.

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