Lesões de Monkeypox em vulva de mulher cis heterosexual com achados de biologia molecular e microscopia eletrônica: relato de caso
Le résumé fourni par la source
Introdução: A Monkeypox (MPOX), anteriormente chamada de varíola dos macacos, emergiu em 2022 como uma preocupação global de saúde pública. Inicialmente, era considerada uma zoonose endêmica em regiões da África Central e Ocidental, com transmissões esporádicas para humanos. No entanto, o surto de 2022 demonstrou capacidade de disseminação interpessoal mais eficiente, predominantemente, mas não exclusivamente, entre homens que fazem sexo com homens. Embora a atenção inicial tenha se concentrado na transmissão em populações masculinas, a MPOX em mulheres representa um aspecto crucial e subnotificado da epidemiologia da doença. É necessário explorar as características da MPOX, abordando fatores de risco, vias de transmissão, manifestações clínicas e diagnóstico por RT-PCR e por microscopia eletrônica. Relatar um dos 20 casos positivos para MPOX atendidos em 2022 no Setor de DST-UFF, centro de referência pública em Niterói. Relato do Caso: Trata-se do único caso de MPOX em mulher atendido no período de 2022 a 2023. Em 22 de agosto de 2022, mulher branca, cisgênero, heterossexual, 29 anos, residente em São Gonçalo, Rio de Janeiro (RJ), foi atendida no Setor de DST-UFF. Relatava ensino médio incompleto e parceiro sexual fixo, eventualmente não exclusivo, há cinco anos. Referia sexarca aos 14 anos, uso irregular de preservativo, educação sexual satisfatória e antecedente de tratamento para HPV. Informou que, no mês anterior ao surgimento das lesões, frequentou vários moteis e festas com aglomerações. Foi encaminhada por médico particular com suspeita de herpes genital. Apresentava queixa de febre, odinofagia e dor genital. Três dias após o início dos sintomas, surgiu uma pequena ferida do tipo pústula após a depilação genital. Posteriormente, apareceram novas lesões que evoluíram com piora, acometendo várias áreas da vulva. Exame clínico: úlceras bem delimitadas umbilicadas, associadas a lesões pustulosas até a região perianal (imagens consentidas). Foi coletado material para painel PCR Allplex-Seegene (laboratório privado) de úlceras genitais, com detecção de HSV-1, e para pesquisa de MPXV (Lacen-RJ) sendo detectado MPXV. A partir de raspado das lesões, foi realizada microscopia eletrônica (Instituto de Biologia/UFF), compatível com MPXV (imagem disponível). A paciente recebeu orientações adequadas e evoluiu com resolução completa das lesões em um mês. O parceiro sexual não apresentou manifestações de MPOX ou outra infecção sexualmente transmissível (IST). Os testes rápidos para hepatite B e C, HIV e sífilis, realizados em ambos, foram não-reagentes. Após 40 dias, os exames foram repetidos, mantendo-se negativos. Conclusão: A MPOX em mulheres é menos frequente do que em homens, e as mulheres podem apresentar riscos e manifestações clínicas distintas. A compreensão das nuances da MPOX em mulheres é essencial para garantir uma resposta de saúde pública equitativa e eficaz. Este caso também apoia a possibilidade de transmissão por fômites do MPXV, conforme já relatado por diversos autores. Ao destacar as particularidades da MPOX em mulheres, busca-se contribuir para uma abordagem mais inclusiva e abrangente nos serviços de saúde, considerando a diversidade de gênero.
Ce résumé expose les affirmations des auteurs. BNTIC ne l’interprète pas comme une validation indépendante des résultats.
Le contrôle bibliographique ouvert
DOI retrouvé dans Crossref DOI retrouvé ; titre concordant.
- Titre Crossref
- Lesões de Monkeypox em vulva de mulher cis heterosexual com achados de biologia molecular e microscopia eletrônica: relato de caso
- Date Crossref
- 01/01/2025
- Éditeur
- Zeppelini Editorial e Comunicação
- Type
- proceedings-article
Ce recoupement confirme des métadonnées liées au DOI. Il ne confirme ni la méthode ni les conclusions de l’étude, et il ne compte pas comme une seconde source scientifique indépendante.