AVALIAÇÃO DA TERAPIA COM BUROSUMABE EM CRIANÇAS COM HIPOFOSFATEMIA LIGADA AO X (XLH) EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NA CIDADE DE CAMPINAS
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Introdução: A Hipofosfatemia Ligada ao X (XLH) é uma doença óssea rara de origem genética caracterizada pela mutação no gene regulador de fosfato com homologias a endopeptidases no cromossomo X (PHEX) que leva ao aumento do fator de crescimento de fibroblastos (FGF23) e, consequentemente, hipofosfatemia e hiperfosfatúria. Manifestações clínicas do XLH na pediatria incluem raquitismo, deformidades ósseas, hiperparatireoidismo, nefrocalcinose entre outras. A ausência do tratamento adequado leva a progressão da doença causando alterações permanentes nos pacientes tanto na fase pediátrica como na fase adulta. A terapia convencional (solução oral de fósforo e calcitriol) foi recomendada para estes pacientes, e recentemente, através da neutralização do FGF23, o burosumabe tem se mostrado eficaz e seguro na manutenção dos valores normais de fósforo, prevenindo a progressão da doença. Métodos: Este estudo retrospectivo observacional incluiu 9 participantes pediátricos diagnosticados com XLH, onde foi avaliado parâmetros genéticos, clínicos e laboratoriais por um período de seis meses. O burosumabe é administrado a cada 2 semanas por via subcutânea na concentração de 0,8 mg/kg. Análise estatistica foi feita por teste t bicaudal pareado e os resultados estão apresentados como média ± desvio padrão (DP). Resultados: Dos 9 pacientes, 8 tiveram a variante PHEX idenficada, sendo uma inédita na literatura (p.Gly12* ENST00000379374). Cinco pacientes apresentaram história familiar de XLH e a idade média de diagnóstico foi de 2,12 anos (DP ± 1,63). Pacientes utilizaram a terapia convencional por 3,78 anos (DP ± 3,26), enquanto que o tratamento com burosumabe iniciou-se com 6,27 anos (DP ± 4,35). Em seis meses, o tratamento com burosumabe aumentou a estatura de 0.98±0,22 para 1,03±0,21 (p<0,001), aumentou o fósforo sérico de 2,53±0,24 para 3,38 mg/dL±0,43 (p<0,001), reduziu a fosfatase alcalina de 481,56±93,42 para 369,00 ±53,58 UI (p=0.002); melhorou a reabsorção tubular de fosfato (TRP) de 84,60±7,68 para 91,23±5,00 % (p=0.015) e a reabsorção tubular máxima de fosfato em relação à taxa de filtração glomerular (TmP/GFR) de 2,38±0,50 para 3,68 ±0,78 mg/dL (p=0,002). Nenhum evento adverso grave foi visto durante o tratamento. Discussão e Conclusões: Nosso estudo mostra a importância da investigação genética familiar em doenças raras. Além disso, confirma a eficácia e segurança do burosumabe em pacientes pediátricos com XLH levando a uma melhora do metabolismo de fósforo.
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Le contrôle bibliographique ouvert
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- Titre Crossref
- AVALIAÇÃO DA TERAPIA COM BUROSUMABE EM CRIANÇAS COM HIPOFOSFATEMIA LIGADA AO X (XLH) EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NA CIDADE DE CAMPINAS
- Date Crossref
- 10/09/2025
- Éditeur
- Sociedade Brasileira de Nefrologia
- Type
- proceedings-article
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