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Accès ouvert déclaré 2019 dissertation

Vitamin B12 deficiency in kidney transplant recipients: frequency and association with insulin resistance, inflammatory biomarkers and microvascular function

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Résumé fourni par la source

A deficiência de vitamina B12 (B12) está associada com o desenvolvimento da hiperhomocisteinemia (Hhcis), um fator de risco para as doenças cardiovasculares (DCV). Existem evidências de que a B12 pode auxiliar na prevenção da aterosclerose por apresentar efeito antioxidante e anti-inflamatório. As DCV representam importante causa de morte em receptores de transplante renal (RTR). Investigações longitudinais indicam relação entre níveis elevados de homocisteína (hcis) e risco de DCV em RTR. No entanto, a frequência de deficiência de B12 e sua associação com marcadores de risco cardiovascular nestes pacientes ainda não é conhecida. O objetivo do presente estudo foi avaliar a concentração sérica de B12, determinando a frequência de deficiência e sua associação com níveis séricos de hcis, resistência à insulina, marcadores inflamatórios, reatividade microvascular cutânea e diâmetros vasculares retinianos em RTR. Estudo observacional, transversal e longitudinal realizado com RTR adultos (18-65 anos) submetidos ao transplante renal (TxR) há pelo menos 6 meses. Foram excluídos pacientes com SIDA, câncer e doenças autoimunes, amputados, em terapia dialítica e em uso de suplementos de B12. No período basal foi realizada avaliação laboratorial: glicose, insulina, B12, hcis, adiponectina, fator de necrose tumoral-α, interleucina-8 e proteína C reativa (PCR). Após 2 anos os RTR foram submetidos a avaliação laboratorial: glicose, insulina, B12, hcis, leptina e PCR; da reatividade microvascular cutânea por Laser Speckle Contrast Imaging; e do diâmetro dos vasos retinianos por retinografia não midriática. A taxa de filtração glomerular foi estimada (TFGe; ml/min) pela equação CKD- EPI. A concentração sérica de B12 no período basal foi utilizada para avaliar a associação com todas as demais variáveis, sendo definida deficiência quando < 200pg/mL. No período basal foram avaliados 218 RTR (121 homens), 49 (41–55) anos, tempo TxR 115 (26–171) meses e TFGe 52±1,4 ml/min. A frequência de deficiência de B12 foi de 14% (n=31). No período basal a B12 sérica: (1) se associou negativamente com a hcis, mesmo após ajuste para idade, sexo e tempo TxR nos pacientes com TFGe ≥60 (r=-0,54; p=0,01), porém após ajuste adicional para TFGe a associação deixou de ser significativa; (2) foi significativamente menor no grupo com Hhcis (428 vs. 246pg/mL, p <0,05); (3) não se associou com resistência à insulina e marcardores inflamatórios. Após 2 anos foram reavaliados 171 pacientes. As análises de associação B12 sérica do período basal com as variáveis obtidas após 2 anos revelaram: (1) associação negativa com insulina (r=-0,40; p=0,01) e HOMA-IR (r=-0,38; p=0,02) nos pacientes com TFGe < 60 após ajustes para idade, sexo, tempo de TxR e TFGe, porém após ajuste adicional para índice de massa corporal a associação deixou de ser significativa; (2) associação negativa, após ajustes para confundidores, com PCR nos RTR com TFGe ≥ 60 (r=-0,43; p=0,04); e com leptina no grupo total (r=-0,26; p=0,04) e naqueles com TFGe < 60 (r=-0,36; p=0,03); (4) ausência de associação com a hcis sérica, reatividade microvascular cutânea e diâmetros vasculares retinianos. O presente estudo sugere que em RTR a frequência de deficiência de B12 é elevada e a B12 sérica está inversamente associada com marcadores inflamatórios na análise longitudinal

Ce résumé expose les affirmations des auteurs. BNTIC ne l’interprète pas comme une validation indépendante des résultats.

Contrôle bibliographique ouvert

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