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Accès ouvert déclaré 2025 conference-abstract

Vírus da imunodeficiência humana no Tribunal: o teatro como palco de debate sobre leis, saúde sexual e reprodutiva e direitos, com o público como jurados

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Le résumé fourni par la source

Introdução: O Barong, fundado em 1996, foi a primeira Organização Não Governamental no Brasil a atuar extramuros com unidade móvel. Em seus projetos, a comunicação entre pares e a linguagem teatral sempre tiveram destaque. Em 2018, estreou uma peça no formato de julgamento sobre a revelação da sorologia, mas o projeto foi suspenso em razão da pandemia de COVID-19, e foi retomado em 2024. Objetivo: Debater a criminalização do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e legislações correlatas, além de reforçar conhecimentos sobre prevenção, tratamento, indetectável=intransmissível (I=I), estigma e questões de gênero, de forma lúdica. Métodos: Os personagens Bráulio e Eva se conhecem em uma balada e iniciam um relacionamento. Durante dois anos, se relacionam sem o uso de qualquer método de prevenção. Com a pandemia de COVID-19, Bráulio enfrenta dificuldades financeiras para se sustentar na capital e decide retornar para a casa de parentes no interior. Sentindo-se humilhado por precisar voltar e em uma posição social inferior à de Eva, Bráulio, já isolado pelo lockdown, parte sem se despedir. Eva recebe um autoteste de HIV e testa positivo. Embora inicie o tratamento, decide abrir um processo judicial contra Bráulio, acusando-o de transmitir o vírus intencionalmente. Bráulio, por sua vez, alega desconhecer sua condição sorológica na época. Quando Eva começa a invadir suas redes sociais, Bráulio teme que ela revele publicamente sua sorologia. O julgamento se desenrola com diversas reviravoltas e tem, como diferencial, a participação ativa do público, que assume o papel de júri. As testemunhas são interpretadas por ativistas e pessoas vivendo com HIV. Inserções audiovisuais com profissionais de saúde esclarecem questões sobre o HIV, a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A atriz que interpreta a advogada de defesa e acusação representa a pluralidade do debate. A vítima, por sua vez, é questionada por ter invadido a privacidade de Bráulio, e passa a ser ré. Assim, informações sobre profilaxia pré-exposição (PrEP), profilaxia pós-exposição (PEP), tratamento e I=I são transmitidas. As vulnerabilidades sociais, programáticas e individuais funcionam como pano de fundo para os debates entre os personagens. Resultados: A estreia no anfiteatro do Hospital Emílio Ribas atraiu um público diverso e gerou grande impacto. O sucesso resultou em convites de diversas instituições, ampliando o debate sobre HIV, estigma e direitos, em um espaço de reflexão crítica. Conclusão: O formato teatral demonstrou grande potencial; a abordagem lúdica e participativa se revelou eficaz na disseminação de informações sobre infecções sexualmente transmissíveis. O apagamento da discussão sobre HIV evidencia a urgência de investir em estratégias que tornem a prevenção tangível e integrada ao cotidiano. É essencial “desenhar a prevenção” de forma clara e acessível, utilizando abordagens interativas e inclusivas que rompam barreiras de estigma e desinformação, garantindo que o acesso ao conhecimento, diagnóstico e tratamento chegue a todos os públicos.

Ce résumé expose les affirmations des auteurs. BNTIC ne l’interprète pas comme une validation indépendante des résultats.

Le contrôle bibliographique ouvert

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Titre Crossref
Vírus da imunodeficiência humana no Tribunal: o teatro como palco de debate sobre leis, saúde sexual e reprodutiva e direitos, com o público como jurados
Date Crossref
01/01/2025
Éditeur
Zeppelini Editorial e Comunicação
Type
proceedings-article

Ce recoupement confirme des métadonnées liées au DOI. Il ne confirme ni la méthode ni les conclusions de l’étude, et il ne compte pas comme une seconde source scientifique indépendante.

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