Doxorrubicina Versus Trastuzumabe: uma análise da cardiotoxicidade
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Introdução: Cardiotoxicidade é um efeito colateral, imediato ou a longo prazo, causado pelo tratamento quimioterápico para combater neoplasias. Quimioterápicos da classe das antraciclinas, como a doxorrubicina e/ou da classe dos anticorpos monoclonais, como o trastuzumabe, são altamente cardiotóxicos. Os efeitos cardiovasculares podem se manifestar com disfunção cardiovascular assintomática, insuficiência cardíaca (IC) e redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE). Portanto, a quimioterapia diminui a qualidade de vida dos pacientes e, por isso, estudos têm buscado entender melhor esse efeito colateral, procurando meios preventivos e terapêuticos para reverter tal condição. Objetivo: Proporcionar uma visão comparativa e abrangente sobre a cardiotoxicidade da Doxorrubicina e do Trastuzumabe, abordando os mecanismos fundamentais e resultados dos estudos coletados sobre casos de câncer de mama. Metodologia: Revisão integrativa da literatura com levantamento bibliográfico realizado a partir da análise de artigos publicados nas bases de dados Medline (Via PubMed) e LILACS (Via BVS), incluídos trabalhos que apresentavam combinações dos descritores Cardiotoxicity AND Doxorubicin AND Trastuzumab, dos últimos 5 anos. Resultados/Discussão: A Doxorrubicina, apesar de possuir alta eficácia no combate ao câncer de mama, demonstra cardiotoxicidade a longo prazo e dose-dependente, mesmo em doses pequenas. Essa intoxicação cursa com redução da FEVE e desenvolvimento de IC. O Trastuzumabe é o tratamento padrão para câncer de mama positivo para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2+) e também induz redução da FEVE e IC em menor proporção, porém de forma mais precoce, sugerindo mecanismos distintos de cardiotoxicidade para cada droga. A associação da Doxorrubicina com o Trastuzumabe, assim como comorbidades cardíacas pré-existentes, aumenta 2 vezes o risco de cardiotoxicidade em relação ao uso isolado da quimioterapia. Um dos estudos observou que a introdução de Lapatinibe ou Pertuzumabe, como terapia combinada, possui um possível efeito cardioprotetor. Conclusão: O tratamento quimioterápico para o câncer de mama com Doxorrubicina e Trastuzumabe apresenta desafios devido ao risco de cardiotoxicidade, impactando na saúde dos pacientes, principalmente quando há combinação desses medicamentos. Terapias alternativas, como Lapatinibe ou Pertuzumabe, podem ser exploradas para um possível efeito cardioprotetor. Essas considerações sublinham a necessidade de pesquisas para desenvolver estratégias terapêuticas mais seguras, priorizando eficácia no tratamento do câncer e preservação da qualidade de vida pós-tratamento.
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Le contrôle bibliographique ouvert
DOI retrouvé dans Crossref DOI retrouvé ; titre concordant.
- Titre Crossref
- Doxorrubicina Versus Trastuzumabe: uma análise da cardiotoxicidade
- Date Crossref
- 29/08/2024
- Éditeur
- South Florida Publishing LLC
- Type
- journal-article
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