Complicações de miringotomias com colocação de tubos de ventilação transtimpânicos em crianças
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Introdução: Apesar da simplicidade técnica da inserção de tubos de timpanostomia, como procedimento cirúrgico que é, não está isento de riscos. As sequelas pós-operatórias mais frequentes incluem a presença de otorreia, obstrução do lúmen do tubo, formação de tecido de granulação, extrusão prematura, migração do tubo para a caixa do tímpano, miringosclerose, atrofia ou bolsa de retração no local da miringotomia ou perfuração timpânica após saída do tubo. Material e métodos: Amostra: crianças submetidas a miringotomia no Hospital Pediátrico do CHUC em 2013. Destas crianças foram recolhidas as seguintes informações: idade, género, indicação para miringotomia, complicações pósoperatórias documentadas e tempo de follow-up. Resultados: Foram submetidas a miringotomia 169 crianças. A otite média com efusão foi responsável pela proposta cirúrgica em 97,6% dos casos. Colocaram-se 215 tubos de ventilação e as complicações mais frequentes foram: otorreia transitória (12,6%), recorrência de otite média efusiva após saída dos tubos (11,2%), obstrução do lúmen do tubo (4,7%), perfuração timpânica após expulsão do tubo (2,3%), episódios de otorreia recorrente (1,9%), diagnóstico posterior de colesteatoma (1,4%) e otite médias agudas de repetição após saída dos tubos (0,4%). Conclusões: As taxas de complicações encontradas foram semelhantes a estudos de maior dimensão, com exceção da existência de colesteatoma após extrusão do tubo (maior que o expectável).
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