Potencial do Panicum maximum para produção de bioetanol
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A demanda por energia cresce exponencialmente a nivel mundial, assim como sao crescentes as exigencias ambientais em relacao as emissoes de poluentes na atmosfera. O Brasil e o pioneiro no uso de biocombustiveis, pois produz etanol de primeira geracao a partir de cana de acucar, e de segunda geracao, usando o bagaco e a palha da cana. Qualquer material lignocelulosico pode ser transformado em etanol desde que sua estrutura seja hidrolisada por processos quimicos ou biotecnologicos gerando acucares redutores (AR) fermentaveis. Com isso, o trabalho consistiu em avaliar o potencial para producao de bioetanol da especie Panicum Maximum, onde foram utilizadas as duas cultivares mais comercializadas no Brasil, capim Mombaca (Panicum Maximum cv. Mombaca) e capim Tanzânia (Panicum Maximum Jacq. cv. Tanzânia). As amostras passaram por processos de separacao de folhas, pre-lavagem, deslignificacao alcalina, hidrolise acida, caracterizacao estrutural, determinacao de teor de celulose e quantificacao do teor de AR. Atraves desses processos pode-se evidenciar que nas duas cultivares houve desestruturacao da parede celular, indicando que houve deslignificacao, porem, percebeu-se que a desestruturacao e o aumento de concentracao de celulose foram mais evidentes na cultivar capim Mombaca. Os teores de AR encontrados foram de 15,5% e 17,8% de AR em ma/v para amostras de capim Tanzânia e capim Mombaca, respectivamente. Considerando-se toda AR como glicose, pode-se sugerir producao de 88,15 litros e 101,22 litros de etanol por tonelada de capim Tanzânia e capim Mombaca, respectivamente. Considerando a produtividade de 33 ton/ha/ano no Brasil para as duas cultivares pode-se estimar uma producao de etanol de 2908,95 L/ha/ano de capim Tanzânia e 3340,26 L/ha/ano de capim Mombaca.
Ce résumé expose les affirmations des auteurs. BNTIC ne l’interprète pas comme une validation indépendante des résultats.